Igreja Evangelica Tabernaculo de Cristo
R. Tucano 69
Portal Laranjeiras
Caieiras -Sp

Pastor Responsavel:

Ademario Bezerra Torres

Cultos:

Terça Feira: 19:30
Quinta Feira: 19:30
Domingo: 18:00




sábado, 27 de agosto de 2016

Escola Dominical 4° Trimestre de 2016

Trimestre: 4° de 2016 – Editora: CPAD
Título da revista: O DEUS DE TODA PROVISÃO







Subtítulo da revista: Esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às Crises.
Classe: Adultos
Comentários: Pr. Elienai Cabral
Sumário:
Lição 1 - A Sobrevivência em Tempos de Crise
Lição 2 - A Provisão de Deus em Tempos Difíceis
Lição 3 - Abraão, a Esperança do Pai da Fé
Lição 4 - A Provisão de Deus no Monte do Sacrifício
Lição 5 - As Consequências das Escolhas Precipitadas
Lição 6 - Deus: O Nosso Provedor
Lição 7 - José: Fé em Meio às Injustiças
Lição 8 - Rute, Deus Trabalha pela Família
Lição 9 - O Milagres Está em Sua Casa
Lição 10 - Adorando a Deus em Meio a Calamidade
Lição 11 - O Socorro de Deus para Livrar o seu Povo
Lição 12 - Sabedoria Divina para Tomada de Decisões

Lição 13 - A Fidelidade de Deus
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Lições Bíblicas Adultos do 3º Trimestre de 2016 - CPAD
Título: O Desafio da Evangelização
Subtítulo: Obedecendo ao Ide do Senhor Jesus de Levar as Boas-Novas a Toda Criatura
Comentário: Pr. Claudionor de Andrade
Sumário:
Lição 1 - O que É Evangelização
Lição 2 - Deus, o Primeiro Evangelista
Lição 3 - Igreja, Agência Evangelizadora
Lição 4 - O Trabalho e Atributos do Ganhador de Almas
Lição 5 - A Evangelização Urbana e suas Estratégias
Lição 6 - A Evangelização dos Grupos Desafiadores
Lição 7 - O Evangelho no Mundo Acadêmico e Político
Lição 8 - A Evangelização dos Grupos Religiosos
Lição 9 - A Evangelização das Crianças
Lição 10 - O Poder da Evangelização na Família
Lição 11 - A Evangelização das Pessoas com Deficiência
Lição 12 - A Evangelização Real na Era Digital
Lição 13 - A Evangelização Integral nesta Última Hora

domingo, 1 de setembro de 2013

55 milhões de buscas por “Deus” a cada mês no Google


Buscas online incluem questões espirituais.
As pessoas passam cada vez mais tempo na internet. Seja em computadores ou nos celulares, estar conectado com o mundo virtual parece ser essencial ao cidadão moderno. O site mais visitado diariamente ainda é o Google, a ferramenta de busca mais popular.
Uma pesquisa do site Protestante Digital indica que é possível identificar como essas buscas podem estar relacionadas com a experiência espiritual das pessoas. Não por acaso, 55 milhões de vezes as pessoas procuram pela palavra “Deus” a cada mês. O livro mais procurado pelas pessoas diariamente é a Bíblia, que pode ser lida na íntegra em diversas traduções e gratuitamente.
Embora seja impossível dizer qual o total nos outros sites de busca, os dados do Google Trends podem oferecer uma boa ideia sobre o que acontece por trás do mouse.
Essas ferramentas conseguem filtrar cada vez melhor as tendências dos usuários e aplicá-los aos seus resultados de busca. Quando se digita a palavra “Deus”, aparecem cerca de 124 milhões de resultados e para “Jesus” são 67 milhões e 100 mil. Isso somente em português. Inegavelmente há uma procura acentuada por esse termo todos os dias.
A lista de resultados coloca em primeiro lugar, em ambos os casos, o artigo na Wikipedia. A seguir surgem páginas com conteúdo evangélicos, católicos e espíritas. Para Deus o primeiro vídeo em destaque é de humor, do grupo “Porta dos Fundos”. O termo Jesus oferece entre os 10 primeiros resultados o vídeo completo do “Filme Jesus”.
buscas por jesus no google 55 milhões de buscas por Deus a cada mês no Google






O Gospel Prime utilizou uma ferramenta do Google para verificar as buscas somente no Brasil nos últimos meses. Para o termo “Jesus” são, em média, de 120 a 150 mil pesquisas/mês. Já “Deus” apresenta uma média de 100 a 110 mil entre os brasileiros. O termo “Bíblia”, nos últimos meses chegou a 50 mil pesquisas mensais. A igreja mais procurada, por exemplo, é “Assembleia de Deus”. Uma série de frases também podem indicar para quais perguntas as pessoas querem respostas “Como ser Salvo?” por exemplo chega a ser digitada 150 vezes por mês.
Longe de ser visto como algo que tenha valor científico ou seja inquestionável, os dados coletados indicam que a internet pode e deve ser usada como uma maneira de se apresentar ideias sobre Deus, Jesus e a Bíblia. Acredita-se que sites de evangelismo ajudaram a converter 5 milhões de pessoas nos últimos 4 anos. Isso levou a famosa Associação Billy Graham a trocar suas cruzadas pelo trabalho na internet.
Mais da metade das pessoas que fizeram uma decisão por Jesus através da Internet posteriormente compartilharam sua fé com outros. Além disso, 34% deles leem a Bíblia diariamente e quase metade ora um mínimo de 10 minutos por dia, revela o estudo da missão Global Media Outreach [Alcance Global pela Mídia].

sábado, 31 de agosto de 2013

"Quem me salvou foi Deus", diz sobrevivente de acidente em SP


Dois sobreviventes do acidente no bairro de São Mateus, zona Leste de São Paulo, disseram que sobreviveram por milagre de Deus. Eles trabalhavam na construção do prédio que desabou na manhã desta terça-feira (27) deixando oito mortos e 26 feridos.
O eletricista Silvio Rogério Rodrigues, 28 anos, está entre os que foram resgatados com vida. Ele ficou cinco horas soterrado entre os escombros. “Eu só pedia a Deus para sobreviver”, disse.
Segundo o relato do funcionário, o prédio desabou por volta das 8h30 e ele só foi resgatado pelos bombeiros depois das 13h sendo levado diretamente para o hospital de Santa Marcelina, em Itaquera. Apesar de cortes na cabeça e fraturas, o quadro de saúde de Silvio é considerado bom.
Bento Lopes, 37 anos, também conseguiu sobreviver ao acidente. “O teto desabou e foi levando tudo. Corri para um quarto, duas paredes caíram, mas o teto ficou. Só bati um pouco o braço, nada grave. Quem me salvou foi Deus”, disse.
Para conseguir sair, Lopes precisou se arrastar entre os escombros, encontrando espaço entre as caixas de piso que serviram para escorar as lajes que caíram. Além de se salvar, o trabalhador conseguiu tirar outras cinco pessoas do meio dos escombros. “Achei que ia morrer. Não dá nem pra falar o que foi”.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Bombeiros afirmam ter visto anjo salvar vítima de acidente


É possível que um anjo tome forma humana e converse com as pessoas? Segundo o relato de uma adolescente e dois bombeiros, sim.
No dia 4 de agosto, Katie Lentz, 19, dirigia seu carro numa estrada rural perto de Center, Missouri, quando um motorista bêbado atravessou a faixa contrária, andou alguns metros na contramão e acertou o carro dela em cheio. Aaron Smith, 26, o motorista do outro carro, saiu ileso, mas a jovem ficou presa nas ferragens do seu carro.
Logo chegou uma equipe de socorristas. Mas após alguns minutos trabalhando, notaram que suas ferramentas não estavam conseguindo cortar o metal. O acidente havia amassado muito a parte frontal, e como se tratava de um modelo antigo de Mercedes, o material era mais rígido que o da maioria dos carros atuais. Para piorar a situação, Katie ficara presa entre o volante e o banco, dificultando o acesso e parecia estar piorando. Ela havia perdido muito sangue.
De repente, surgiu ao lado deles um homem que vestia roupas cumpridas, como de um sacerdote. Ele pediu aos dois bombeiros que estavam ali para orarem em voz alta com ela, pois o socorro havia chegado. Raymond Reed, chefe da equipe de bombeiros socorristas, disse que o homem estava muito calmo e carregava uma espécie de garrafa com óleo.
“Quando ele falava, uma sensação de calma tomou o ambiente e nos fez muito bem. Eu não sei dizer exatamente que palavras ele usou, mas eu e outro bombeiro, temos certeza que ele nos pediu calma e que as nossas ferramentas de trabalho e iriam tirá-la do veículo… Era um carro antigo, de estrutura muito forte, e com o choque precisávamos cortar as várias camadas de metal prensado, em vez de apenas uma camada como é o normal”, disse Reed.
Logo em seguida, ouviram outra equipe de resgate chegar ao local, trazendo equipamentos mais novos. Em poucos minutos ela foi liberta e colocada em segurança a bordo de um helicóptero que a levou para o hospital. Enquanto comemoravam, os vários bombeiros e médicos presentes no local ouviram os primeiros socorristas perguntando pelo sacerdote misterioso. Ninguém conseguiu encontrá-lo.
Foi então que o mistério começou a intrigar a todos. Como a rodovia fora bloqueada logo após o acidente ser comunicado, nenhum carro ou pedestre poderia ter chegado até o acidente sem ser visto pela polícia. Como se tratava de uma zona rural, e não havia nenhuma estrada local, tampouco se ouviu algum carro ou moto chegando ao local, de onde teria vindo aquele homem? E agora, para onde havia ido?
O chefe Reed é franco: “Sendo um socorrista, a gente nunca sabe com o que vai se deparar. Nós temos uma série de ferramentas, e fazemos sempre treinamentos intensivos. Neste caso em particular, a minha sensação é de que vimos uma manifestação de fé, nada menos que um milagre”.
Para Travis Wiseman, amigo da jovem acidentada, persiste a dúvida. “Nós estamos procurando o sacerdote até agora, mas ninguém o viu. Se era um anjo real eu não sei, mas ele foi um anjo para todos que estavam ali, especialmente a Katie”.
Por ter sofrido várias fraturas, a senhorita Lentz precisou submeter-se a várias cirurgias e está recuperada, não sofrendo nenhuma sequela grave. Aaron Smith está respondendo a um processo por dirigir embriagado, podendo ser condenado à prisão.

sábado, 3 de agosto de 2013

Viajando juntos



Sob a liderança de Moisés, Israel saiu do Egito, iniciando uma longa jornada em direção à terra prometida. Eram seiscentos mil homens, sem contar as mulheres e crianças (Êx.12.37). Fazendo uma estimativa por baixo, podemos considerar que o povo ultrapassava o número de um milhão e oitocentas mil pessoas.
A viagem pelo deserto é uma das mais difíceis que alguém possa realizar. Tal empreitada só foi levada a cabo por causa da intervenção divina. Muitas dificuldades e desafios surgiram no meio do caminho. Um deles era a questão da convivência entre as pessoas. Se em qualquer situação ou lugar ocorrem desentendimentos, o deserto, então, devia aquecer os ânimos e acender as contendas.
Quando duas pessoas se unem, as diferenças logo se manifestam e o contraste se torna evidente. O que dizer então de milhares de pessoas viajando juntas? Houve no meio daquele povo grande quantidade de conflitos e problemas de relacionamento. Pouco depois da saída do Egito, Moisés já exercia a função de juiz, procurando resolver as divergências que se multiplicavam. (Êx.18.13-26).
A providência imediata para minimizar os atritos foi a promulgação da lei, a partir de Êxodo 20. Observando os estatutos do Senhor, Israel viajaria com mais tranqüilidade.
Um conflito digno de nota foi o ocorrido quando Aarão e Miriã se rebelaram contra Moisés (Núm.12). Tal insubordinação podia ter sido o fim da convivência entre os três irmãos. Entretanto, o pecado de Aarão e Miriã foi perdoado e, no capítulo seguinte, continuavam ao lado de Moisés, seguindo na mesma direção.
As diferenças entre os israelitas eram inúmeras, mas eles continuavam juntos porque eram unidos por fortes laços e possuíam um objetivo em comum: a terra de Canaã. Não podiam se separar, pois faziam parte do mesmo projeto divino. Precisavam ser perseverantes, apesar das dificuldades.
Podemos comparar Israel com a igreja de Jesus. Aquela viagem em direção a Canaã se assemelha à execução dos nossos projetos, envolvendo várias pessoas, em grandes ou pequenos grupos, inclusive na família.
Aqueles que nos dão o prazer de sua companhia, também podem nos trazer algumas contrariedades, assim como fazemos a eles. Isto não se dá, necessariamente, por uma questão de erro ou pecado, mas, simplesmente, em função das diferenças individuais.
Somos muito diferentes uns dos outros, mas temos também muita coisa em comum, como Paulo escreveu aos efésios:
“Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos e por todos e em todos vós” (Ef.4.1-6).
Estamos viajando juntos. O desejo do Inimigo é que nos separemos. Ele quer ver os irmãos brigando, os casais se separando, os amigos se afastando e as igrejas se desintegrando. Entretanto, o propósito de Deus é que aprendamos a sua palavra e a vivamos, de maneira que os conflitos sejam menos freqüentes. Se, porém, eles ocorrerem, existe um remédio: o perdão.
Deus sempre tem nos perdoado. Caso contrário, ele já não andaria mais conosco. Nós, porém, algumas vezes manifestamos dificuldades para perdoar o próximo, o irmão, o líder ou o cônjuge.
Em nossa vida, também atravessamos desertos. São fases difíceis, onde tudo parece complexo, as necessidades são muitas e os recursos são poucos. O ambiente torna-se então propício às discórdias, acusações e inimizades. Contudo, precisamos vencer tudo isso, sendo perseverantes em nossa caminhada. Sem perdão, compreensão, paciência e longanimidade, não chegaremos juntos a lugar algum.
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt.5.7), mas aquele que não perdoa, não será perdoado (Mt.6.14-15). Enfim, não poderá ficar em igreja alguma, em grupo algum. Acabará isolado por causa da dureza do seu coração e, sozinho, deixará de alcançar muitos objetivos na vida.
No trato com as outras pessoas, cada um de nós sempre deve se lembrar de sua própria imperfeição. Assim, estaremos mais aptos a suportar as imperfeições alheias, perdoando e amando.
Concluída a travessia do deserto, Israel entrou em Canaã. Também hoje, na igreja, no trabalho, nos grupos e no lar, o amor preservará a unidade. Assim, cumpriremos nossa missão e alcançaremos os objetivos para os quais o Senhor nos escolheu, nos chamou e nos uniu.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Fim dos Tempos



Estive analisando a repercussão que teve a previsão dos maias a respeito da destruição do mundo no dia 21 de dezembro de 2012. Por que a mídia fez ampla divulgação dessa profecia? A Rede Globo fez até uma minissérie com o título, “Como aproveitar o fim do mundo”, fizeram reportagens no Fantástico e em outros programas de TV. O que me chama a atenção é essa divulgação massiva sobre essa profecia.
Muito estranho. Qualquer divulgação em rede nacional custa uma fortuna, então, por que tanto interesse? Quem está financiando essas divulgações? A quem interessa divulgar tanto assim? Será que não estão querendo transmitir outra mensagem? Por que não divulgam na mesma proporção a volta de Jesus?
Uma coisa é certa, haverá grandes destruições! Não estou falando do fim do mundo físico e sim de uma destruição na consciência das pessoas. Estou falando do pós 21 de dezembro. Imagine como as pessoas vão reagir quando falarmos das profecias bíblicas! Imagine como irão ridicularizar a escatologia das Sagradas Escrituras! Quem vai acreditar em profecias como a volta de Jesus, o milênio, o Juízo final etc.! Será bem mais difícil as pessoas acreditarem na Bíblia, haverá grande resistência às profecias escatológicas.
Outro ponto importante a considerar. E se Lúcifer, profundo conhecedor das Sagradas Escrituras, analisou os acontecimentos mundiais e calculou que aproximadamente na época em que estamos vivendo seria o momento mais próximo da volta de Jesus e lançou a profecia dele para cegar o entendimento dessa geração, pois uma profecia mentirosa compromete a credibilidade de outras profecias parecida.
Mas a Bíblia já revelou que nos últimos dias, que antecederiam a volta de Jesus, seriam como nos dias de Noé, o povo não dava crédito à sua pregação “E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem.” (Lucas 17:26). Satanás é astuto, mas a Igreja do Senhor deve ser vigilante e constante na oração para não sermos enganados pela serpente. Alegremo-nos, pois a volta de Jesus está mais próxima! Podemos ser a geração do arrebatamento! Aleluia!

Qual a Diferença entre Alma e Espírito?




       Há duas interpretações sobre a composição físico-espiritual do homem. A primeira, defendida pelos “tricotomistas”, diz ser o homem formado de corpo, alma e espírito. A segunda, a dos “dicotomistas”, sustenta que o homem possui apenas corpo e alma, sendo esta dividida em duas substâncias: a alma propriamente dita, ligada aos nossos sentimentos, e o espírito, que tem consciência e possui o conhecimento de Deus. O Antigo Testamento não faz muita distinção entre alma e espírito:
“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida. E o homem foi feito ALMA VIVENTE” (Gn 2.7).
       O termo espírito deriva do hebraico “ruah”, do grego “pneuma”, do latim “spiritus”, e significa sopro, hálito, vento, princípio de vida. Logo, nossa parte imaterial ou espiritual foi formada de uma parte da essência (do sopro) de Deus (Ez 3.19; Pv 23.14; Sl 33.19). No Novo Testamento, vemos alguma distinção entre alma e espírito:
“A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc 1.46-47).
       Outras referências: Hb 4.12; 1 Ts 5.23.
Jesus disse:  “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”  (Lc 23.46).
       A verdade é que o homem possui uma parte material (o corpo) formado do pó, e uma imaterial, formada do sopro de Deus. Quando esta parte imaterial se relaciona com a carne (sensações, emoções, vontade), chama-se ALMA; quando serve de ligação com Deus, chama-se ESPÍRITO. Admitimos que alma e espírito são inseparáveis e imortais, com funções distintas no corpo.
       O nosso destino é o céu. Quanto ao "Seio de Abraão", é uma expressão que se traduz como paraíso. "Os judeus, quando tomavam as suas refeições, recostavam-se em leitos, apoiando-se cada um no seu braço esquerdo, e desta forma podia-se dizer que o seu vizinho próximo se reclinava no seu seio (v. Jo 13.23). Portanto, o seio de Abraão, sendo este o pai da raça hebraica, significava uma situação de grande honra e bênção depois da morte (Lc 16.22)”. Na parábola do rico e Lázaro (Lc 16.19-31) Jesus usou essa expressão - Seio de Abraão - para designar paraíso. Em 2 Co 12.4, paraíso e céu são sinônimos. Paulo disse que gostaria de morrer logo e seguir rumo ao céu, para estar com Cristo; ao ladrão na cruz Jesus disse: hoje estarás comigo no paraíso. Não devemos nos preocupar com essas questões escatológicas. Prefiro dizer que iremos para o céu. Moisés e Elias apareceram a Jesus em Sua Transfiguração. Compreende-se que estivessem, já, gozando das delícias do Céu. A Bíblia diz que Elias foi elevado ao céu num redemoinho.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Santidade

Santidade é separação e não isolamento
Para melhor definir santidade vamos direto a Bíblia. O melhor exemplo do que significa ser santo só pode ser achado em Jesus. Por mais que na bíblia possamos ter inúmeros exemplos, somente Jesus é o exemplo perfeito. Ele andou na terra manifestando Deus e nos deixando o exemplo de como sermos homens, filhos de Deus, guiados pelo Espírito Santo.
Normalmente quando falamos de santidade imaginamos alguém que vive completamente isolado. Temos uma mentalidade católica onde o santo deve viver em um monastério. A filosofia é mais ou menos assim: quanto mais longe do mundo, mais santo.
Dou início a esta série de mensagens tocando neste assunto de propósito, pois o nosso objetivo não é isolar os jovens, mas ensiná-los. É muito mais fácil isolar uma pessoa do que ensiná-la a viver no mundo de maneira santa . Jesus, durante todo o seu ministério, trouxe ensinamentos e exemplo de como viver no mundo e não de como se isolar dele. Quando a santidade é pregada como isolamento, ela se torna tão distante que é impossível praticá-la, entretanto os ensinamentos de Jesus são práticos e possíveis através da ajuda do Espírito Santo.
Viver isolado não torna uma pessoa sem pecado. Se a solução para o pecado fosse o isolamento, Jesus teria vindo a terra para construir mais montanhas e sua ordem seria: “vão as montanhas e se isolem do mundo”. Ao contrário disso, Jesus veio fazer uma obra onde a raiz do pecado se encontra, o interior do homem. Além disso Ele deixou a ordem de “ir por todo o mundo”.
Jesus, o nosso exemplo, era conhecido como amigo de pecadores.
“Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores. Entretanto a sabedoria é justificada pelas suas obras.” Mateus 11.19
Pecadores gostavam de receber Jesus em casa, de almoçar com Ele. Confira em Lucas 19.1-10, Marcos 2.15-17 e Mateus 9.10-13
O fato de Jesus sempre estar com pecadores incomodava demais os religiosos da época.
“Ora, chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles.” Lucas 15.1,2
Se você realmente escolher viver a vida de santidade que Jesus vivia, você será uma pessoa do povo, que não tem problemas em estar a mesa com pecadores ou viver rodeado deles. Se todas as pessoas que você conhece são cristãos, tem alguma coisa errada com você.
Talvez você já esteja pensado: “mas a bíblia não diz que amizade com o mundo é inimizade contra Deus?” Vamos ler o texto que se encontra em Tiago 4.4 “Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” A palavra grega usada aqui para mundo é “kosmos” que é usada para descrever o sistema do mundo corrompido pelo pecado. Ser amigo dos costumes, idéias, princípios e filosofias deste mundo corrompido pelo pecado é inimizade contra Deus, mas, ser amigo de pessoas que estão perdidas para levar a ela o amor de Deus, é cumprir o propósito pelo qual Jesus veio a terra.
Talvez minha afirmação seja um pouco ousada, porém, não é diferente do que o apóstolo Paulo escreveu: É melhor se amigo de pecadores do que amigo daqueles que se dizem ser cristãos e não são. Veja:
“Na outra carta que escrevi a vocês, eu recomendei que vocês não tivessem nada a ver com gente imoral. Eu não quis dizer que neste mundo vocês devem ficar separados dos pagãos que são imorais, avarentos, ladrões ou que adoram ídolos. Pois, para evitar essas pessoas, vocês teriam de sair deste mundo. O que eu digo é que vocês não devem ter nada a ver com ninguém que se diz irmão na fé, mas é imoral, ou avarento, ou adora ídolos, ou é bêbado, ou difamador, ou ladrão. Com gente assim vocês não devem nem comer uma refeição.” 1 Coríntios 5.9-11
Santidade tem muito mais a ver com “a quem você pertence” do que “com quem você está”. Santidade é separação. Ser separado é ser consagrado.
As coisas consagradas eram utilizadas exclusivamente para a glória de Deus. Eram totalmente dedicadas ao Senhor e não podiam ser compartilhadas para outros fins.
Para viver santidade é preciso entender que você pertence exclusivamente a Deus.
Quando tem o entendimento de pertencer só a Deus, você sabe que só pode ser usado por Ele. Nunca mais você vai deixar a bebida alcoólica, a carência, o cigarro e outras drogas te usarem. Você só é usado por Deus, para a glória de Deus. Sua vida é um culto a Deus, não importa onde ou com quem você está, todos ao seu redor verão em você a glória de Deus que se manifesta em quem Ele é, e Deus é amor.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O que significa servir a Jesus? Lucas 10:57-62 Jesus sempre falou em parábolas para os seus discípulos, e a todas as pessoas que passaram pela sua vida, e nos deixou essas parábolas para que nela refletíssemos e soubéssemos o seu alcance em nossas vidas. Quando Jesus diz que: Quando alguém disse para Jesus, seguir-te-ei onde queres que vá, Jesus respondeu, As raposas tem seus covis, e as aves do céu ninhos, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. O que Jesus quis expressar nestas palavras? Estava dizendo, não vim a este mundo para ter glórias, terrestres, ou seja, não tenho onde morar, sou humilde, sou despretensioso das coisas terrestres, estou aqui de passagem para servir. 1-Trazendo as palavras de Jesus para nós temos a dizer que assim como ele não podemos ter laços e raízes com as coisas deste mundo, coisas materiais, ou seja, aqui tudo é passageiro, nada nos pertence, aquilo que temos aqui não são coisas nossas, pois estamos aqui somente de passagem como Jesus, temos as bênçãos recebidas dele, ele dá ou tira quando quiser, portanto concluímos, que nunca tenha nada como exclusivamente seu, mas divida com o seu próximo, se Deus te deu, ele te deu para que reparta com alguém. 2-Jesus nos deu uma lição de humildade: Jesus poderia ter nascido e vivido em um palácio, em pompa e glória, mas nasceu em uma manjedoura, viveu forasteiro de sua terra quando seus pais tiveram que fugir para o Egito, mas se ele era o filho de Deus, porque teve que passar por todas essas coisas? Deus não tinha o poder de vida ou morte sobre os malfeitores, e assim livrar o seu filho único que veio a esta terra para cumprir uma missão importante, salvar a humanidade? Mas tudo o que aconteceu foi para o nosso ensino: Isto vem mostrar-nos que mesmo sendo servidores de Cristo temos dificuldades a vencer, temos obstáculos que se sucedem no meio do caminho, ou seja, a caminhada é difícil para aquele que serve a Deus. Em I Timóteo 6:7 ele nos adverte: Nada trouxemos para este mundo e nada podemos levar dele. Portanto devemos e podemos ser prósperos, mas não amantes dessa prosperidade, pois tudo que amamos acima de Deus é pecado. 3- No versículo 59 Jesus disse a uma pessoa: Segue-me e ele disse a Jesus: Senhor deixa primeiro enterrar o meu pai. Ora pai é algo muito próximo, e parte de nos, e aquele que nos deu a vida, abaixo de Deus, porque Jesus diria, não vá enterrar a seu pai, já que era costume da época, as pessoas lamentarem e chorarem aos seus mortos? Jesus diz deixa os mortos enterrarem os seus mortos Ora Jesus esta dizendo em parábolas, ninguém é maior que mim, ou seja, as coisas deste mundo passa, o pai a mãe, o marido a mulher, o namorado a namorada, a carreira, mas o que fica é quem faz a vontade de Deus. Ou seja, todas as coisas estão abaixo das coisas celestiais, a prioridade desta vida primeiramente é servir a Deus, o resto tudo é conseqüência. 4- No versículo 61 Outro diz a Jesus: senhor, eu te seguirei, mas deixa-me primeiro despedir dos que estão em minha casa. O que Jesus disse: ninguém que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o Reino de Deus. Ora o que isto quer dizer? O que é o arado? È aquilo que se ara a terra, você ara a terra, sempre olhando para frente, não pode olhar para o lado, nem para trás porque pode sair eira que se ara, e cortar as plantas. O que significa não olhar para trás quando se ara? .Olha aquele que começa a servir a Deus, deve servi-lo e não ter nenhuma desculpa, ou seja, olhar para trás significa ainda estar apegado às coisas do mundo, aquilo que fazíamos antes de nos convertemos não podemos voltar a fazê-lo, Deus não é Deus da opção, mas é o Deus prioritário, é O Deus, dono da sua vida, do seu caminhar, ele jamais pode ser deixado do lado, ou preterido por outras coisas. 5- Jesus disse em outra passagem: João 12:25 : Em verdade em verdade vos digo que se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer fica só. Mas se morrer produz muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, mas quem odeia a sua vida neste mundo, guardá-la-á para a vida eterna. O que significa isto? O grão de trigo tem que morrer, para dar muito fruto. Significa que devemos morrer para este mundo para gerar frutos para Deus, como o trigo que cai na terra e morrendo a semente, nasce a planta e dá fruto. Mas se a semente permanecer na terra, o que acontece? Nada não brota e conseqüentemente não produz. Trazendo para a vida espiritual Fica só, ou seja, não é digno de herdar a vida eterna. Temos que ser a semente do trigo que cai na terra brota cresce e dá muito fruto para Deus. Jesus disse: A árvore que não dá fruto é cortada e lançada no fogo, ou seja, para nada serve. De nada servimos para Deus se não formos árvores que dá frutos, ou seja, dar frutos espirituais, para Deus, ou seja, ter o espírito Santo de Deus em nossas vidas, servir a Deus em boas obras, guardando seus mandamentos que é o penhor para a vida eterna. Portanto, Sejamos, pois arvore que dá fruto, o trigo que nasce e floresce, e nunca o trigo que permanece na terra e fica só. Sejamos amantes de Deus e do seu filho Jesus Cristo, colocando-o sempre em primeiro lugar nas nossas vidas e acima de todas as coisas. Para encerrar com as palavras de Jesus ditas em João 12:25- Quem ama a sua vida perdê-la-á , mas quem odeia a sua vida neste mundo, guarda-a para a vida eterna. Aquele que quiser ganhar a vida eterna deve renunciar esta vida terrena, ou seja, não priorizar esta vida terrena acima da vida espiritual. Tenha sempre Deus em primeiro luga, produza os frutos espirituais que te conduzirá a vida eterna.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Genuino Culto Pentecostal

O culto é uma das mais belas e antigas formas do homem expressar sua devoção, gratidão e adoração a Deus.
A Bíblia é o maior manual litúrgico em circulação. É nela que encontramos a principal fundamentação para a prática do culto cristão. A falta de conhecimento desta fundamentação, aliada ao descaso ou desinteresse quanto ao desenvolvimento histórico do culto, tem conduzido cristãos e igrejas a se privarem de todas as bênçãos e privilégios deste tão solene ato, como, também, ao desvio da simplicidade, verdade e espiritualidade, que sempre marcaram esta prática cristã. Em muitos lugares, a formalidade, a desordem e a irreverência, têm transformado o culto num mero encontro de pessoas, quando deveria, antes, ser um encontro de pessoas com Deus.
O CONCEITO DE CULTO CRISTÃO
Conceituar "culto cristão" será o primeiro passo em direção ao presente estudo. Vários pesquisadores, estudiosos e teólogos já propuseram as suas definições. Observemos algumas delas: “[...] é o encontro da comunidade com Deus” (KIRT, 1993, p. 12 apud FREDERICO, 2005, p. 20)
A definição acima implica que Deus é quem convida o seu povo a se reunir em dia, horário e local determinado. Dessa forma, Frederico (idem) declara que “se é Ele quem convida, temos certeza de que Ele não faltará a este encontro: ‘onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estarei (Mt 18.20)’”.
Por conseguinte, ainda segundo a autora, o culto não é:
- Uma reunião qualquer, como a de uma associação de moradores de um bairro, em que as pessoas interessadas discutem os problemas comuns ou planejam diversas atividades para o bem do grupo ou da organização;
- Um show, como se vê na televisão, com atrações variadas, apresentações pessoais e coletivas, com um apresentador famoso tentando ganhar pontos no Ibope através de seu desempenho, diante de seus espectadores passivos e satisfeitos com a programação;
- Um momento para se prestar homenagens a personalidades, nem para comemorar e celebrar qualquer data comemorativa do calendário secular;
- Uma obrigação semanal, onde a ausência no mesmo pudesse implicar em algum tipo de punição ou cobrança;
- Uma reunião secreta, repleta de mistérios, envolta em ritos não-compreensíveis, embora possa haver cerimônias que não sejam entendidas por aqueles que não frequentam com regularidade a comunidade cristã local.
Outras definições de culto podem ser encontradas em White (2005, p. 14-24). Em sua intenção de examinar as várias maneiras como os pensadores cristãos falam sobre culto, em seu estudo comparativo, entendeu que a melhor maneira de se entender o significado de um termo é observando-o em seu uso cotidiano. Dessa forma, foram observados os posicionamentos de pensadores protestantes, ortodoxos e católicos. Para White, as variações do uso do termo não se excluem, antes, ao se sobreporem, cada uso acaba acrescentando novas percepções e dimensões, se complementando.
Escrevendo a partir da tradição metodista, o professor Paul W. Hoon contribuiu de maneira bastante significativa através de seu livro The Integrity of Worship, publicado em 1971, afirmando que o culto cristão se relaciona diretamente com os eventos da história da salvação. Cada evento nesse culto está ligado ao tempo e a história enquanto cria pontes para eles e os traz para o nosso atual contexto. O culto seria um lugar onde Deus age para dar sua vida ao ser humano e para conduzir o ser humano a participar dessa vida. Haveria certa interação entre Deus e o homem, onde o primeiro comunicaria seu próprio ser ao ser humano, tendo por parte do segundo uma atitude responsiva. Entre o homem e Deus estaria Jesus Cristo, a auto-revelação do Pai e aquele por quem o Pai recebe nossas emoções, palavras e ações.
Peter Brunner (apud WHITE, p.15-17), teólogo luterano, em sua obra Worship in the Name of Jesus, usa o termo alemão Gottesdient, que tem conotação com o serviço de Deus aos seres humanos, e com o serviço dos seres humanos a Deus. Brunner cita Lutero, que acerca do culto disse: “que nele nenhuma outra coisa aconteça exceto que nosso amado Senhor ele próprio fale a nós por meio de sua santa palavra e que nós, por outro lado, falemos com ele por meio de oração e canto de louvor”. Para Brunner há uma dualidade no culto encoberta por um foco único, que é a ação divina em se nos doar quanto em instigar nossa resposta às suas dádivas graciosas.
Evelyn Underhill, anglo-católica, em seu clássico estudo Worship em 1936, afirmou que “o culto, em todos os seus graus e tipos, é a resposta da criatura ao Eterno.” Outras características do culto cristão seriam o seu condicionamento pela crença cristã, pela crença sobre a natureza e a ação de Deus resumidas no dogma da trindade e da encarnação e em seu caráter social e orgânico, o que faz do culto um empreendimento coletivo, e nunca solitário.
O professor ortodoxo Georg Florvsky, enfatizou que “O culto cristão é a resposta dos seres humanos ao chamado divino, aos prodígios de Deus, culminando no ato redentor de Cristo”. Para ele, como cristão precisamos da comunidade, visto que a existência cristã é essencialmente comunitária. O culto seria uma das manifestações da vida cristã comunitária, onde em resposta à obra de Deus passada e presente, manifestações de louvor e adoração sinalizam um grato reconhecimento pelo grande amor e pela bondade redentora de Deus.
As idéias de Florvsky foram reforçadas por um outro teólogo ortodoxo, Nikos A. Nissiotis, através da declaração de que “O culto não é primordialmente iniciativa do ser humano, mas ato redentor de Deus em Cristo por meio do seu Espírito”.
O “culto cristão”, sob uma perspectiva pentecostal, poderia ser definido como: O ajuntamento solene da Igreja, com fins de adorar a Deus mediante a liturgia, associada aos elementos comuns de cada cultura popular ou denominacional, aberto a livre manifestação da ação e dos dons do Espírito com decência e ordem (1 Co 14.26, 40).
OS TERMOS UTILIZADOS PARA DEFINIR “CULTO”
Na Bíblia encontramos alguns termos usados para definir “culto”. São eles:
- ‘abida – Termo hebraico que originalmente significava trabalho, ritual, adoração. Os usos dessa palavra em Esdras se referem ao trabalho feito na reconstrução do templo em Jerusalém (Ed 4.24; 5.8; 6.7),bem como as atividades em geral de sacerdotes e levitas, as quais, em associação com o ritual e a adoração espiritual (Ed 6.18), constituem serviço a Deus (Ex 3.12; Dt 6.13; 11.13; Sl 100.2).
- Latreia – Substantivo grego, usado nas diversas situações de um trabalho ou serviço assalariado. Posteriormente foi incorporado à prática cristã de cultuar, ou seja, prestar um serviço a Deus, adorá-lo (Mt 4.10; Rm 12.1).
- Proskunein – Termo grego que no AT significava “curvar-se”, tanto para homenagear homens importantes e autoridades (Gn 27.29; 37.7-10; I Sm 25.23), como para adorar a Deus (Gn 24.52; 2 Cr 7.3; Sl 95.6). No NT denota exclusivamente a adoração que se dirige a Deus (At 10.15-26; Ap 19.10; 22.8-9).
- Leitourgia – A palavra é originária do grego. Literalmente, significa serviço público (leitos=público, Ergon=trabalho). Conforme Andrade (Manual da Harpa Cristã, p. 19)

Na Antiga Grécia, o termo era usado para designar uma função administrativa num órgão governamental. Desde sua origem, por conseguinte, a liturgia tem uma forte conotação com o serviço que os súditos devem prestar ao rei. O termo passou, com o tempo, a designar o culto público e oficial da Igreja Cristã. Hoje, é definido como a forma pela qual um ato de adoração é conduzido.

Esses termos nos ajudam a perceber a natureza e o caráter do culto cristão.
FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA DO CULTO NO ANTIGO TESTAMENTO
É no Antigo Testamento que encontramos as primeiras referências ao culto:
- O Culto na Família (Gn 4.1-5; 26; 8.18-21; 13.1-4; Ex 12.1-21; Dt 6.4-9; 11.18-21). As primeiras narrativas bíblicas que envolvem o culto se dão na família. Em Gênesis 4.3-5 lemos sobre o culto na dimensão pessoal, onde o que cultua, aquele que é cultuado e o elemento oferta estão presentes. Este primeiro episódio nos ensina um princípio que vai nortear todo o culto no Antigo Testamento, e que servirá de base para o culto no Novo Testamento: A aceitação do culto depende primeiramente daquilo que o Senhor percebe na vida (interior e exterior) daqueles que prestam o culto (Is 1.10-17). Da vida pessoal, o culto no Antigo Testamento avança para a vida familiar (Ex 12.1-21), comunitária e nacional. A rigidez cerimonial é marcante a partir deste período.
- O Culto no Tabernáculo (Ex 25-40). Com a construção do tabernáculo, em pleno deserto, Deus começa a preparar o povo para um culto no nível comunitário, com elementos e uma liturgia marcada por muitos elementos simbólicos. Além dos cultuadores, do cultuado e das ofertas, temos agora presente um espaço litúrgico definido, e os ministros/sacerdotes com uma função mediadora. No Pentateuco vamos encontrar também o estabelecimento de várias festas cerimoniais, que possuem um papel comemorativo e pedagógico, visto que lembram eventos passados e que servem de base para a exortação das novas gerações (Lv 23).
- O Culto no Templo (2Sm 7.1-17; I Rs 6-8). Já estabelecidos na terra prometida, é sobre o reinado de Davi que a construção do templo é idealizada (1 Cr 22.6-19). Com o templo, um sistema de organização é estabelecido para que em nada o culto seja prejudicado. Neste sistema estão presentes os levitas (1 Cr 23), os sacerdotes (1 Cr 24), os cantores (1 Cr 25), os porteiros (1 Cr 26) e os tesoureiros (1 Cr 26.20-28).
- O Culto na Sinagoga. Não encontramos menção no Antigo Testamento sobre o culto na sinagoga. Conforme Packer, Tenney e White Jr. (1988, p. 82): “O mais provável é que os judeus exilados criaram a sinagoga quando se reuniam para orar, cantar, e discutir a Tora enquanto viviam em terras estranhas. Depois que voltaram do Exílio, fizeram da sinagoga uma instituição formal”.
Observamos desta forma, que o sistema cúltico no Antigo Testamento se tornou ao longo dos séculos bastante organizado, complexo e formal. Percebe-se ao longo da narrativa bíblica, que quanto mais o povo se afastava de Deus, menos significativo ficava o culto. Esse descaso do povo para com Deus, sua Palavra e o culto culminou com a destruição do próprio templo (2 Rs 25.8-18).
FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA DO CULTO NO NOVO TESTAMENTO
O culto no Novo Testamento recebeu forte influência da sinagoga, assimilando muitos de seus elementos, para posteriormente estabelecer uma característica própria. Não encontramos no Novo Testamento nenhum manual litúrgico ou tratado sistemático sobre o culto cristão. Apesar disso, Harpprecht (1998, p. 120-121) nos aponta três relevantes passagens a seu respeito:
- Mt 8.20: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”. Nesse texto se destacam a acessibilidade livre e generosa do Senhor Jesus, que se permite ser encontrado pela comunidade cristã onde e quando quiser, além da comunidade reunida em seu nome ser p sinal por excelência da presença de Deus entre nós.
- 1 Co 11.24 e 25: “e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim”. Reproduzindo as palavras de instituição da Ceia, Paulo nos escreve oferecendo mais um aspecto da fundamentação bíblica para o culto cristão: Deus quer que sua comunidade se encontre com ele. Para possibilitar tal desejo, um rito foi instaurado.
- At 2.42-47: Esse texto descreve sucintamente a vida da igreja em Jerusalém, onde se pode observar o destaque dado ao ajuntamento dos crentes e ao partir do pão, indicando que a celebração da Ceia era um ato cúltico bastante frequente: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singileza de coração [...]” (v. 46).
As condições iniciais da formação da Igreja, associada à falta do espaço litúrgico cristão, fizeram que com as reuniões fossem celebradas nas casas (At 2.46b; 16.40; 20.20; Rm 16.5; I Co 16.19; Cl 4.15, etc.), nos pátios do templo judaico (At 2.46b), às margens de rios (At 16.12-15) e em prisões (At 16.25).
DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DO CULTO CRISTÃO
O desenvolvimento histórico do culto cristão é descrito por Gonzalez (1980, vol. 1, p. 151 a 154), que nos informa do fato de que é através de uma série de documentos antigos preservados até hoje, que temos a possibilidade de saber como os antigos cristãos celebravam a comunhão. Algumas características comuns formaram parte de todas as reuniões de comunhão.
A comunhão era uma celebração. O gozo e a gratidão era uma característica presentes nos cultos. A comunhão era celebrada em meio de uma refeição, onde cada um trazia o que podia. Após compartilharem os alimentos, oravam pelo pão e pelo vinho. No princípio do século segundo, possivelmente em razão das perseguições e das calúnias que circulavam acerca das “festas de amor” dos cristãos, a comunhão passou a ser celebrada sem a refeição em comum. Tal fato não fez cessar o espírito de celebração das primeiras reuniões.
É ainda por esse tempo, que o culto de comunhão constava de duas partes. Na primeira liam-se e comentavam-se as Escrituras (culto homilético), faziam-se orações e cantavam-se hinos. A segunda parte do culto começava geralmente com o ósculo (beijo de cumprimento) santos da paz. O pão e o vinho eram trazidos para frente e eram apresentados a quem presidia. Em seguida, era pronunciada pelo presidente uma oração sobre o pão e o vinho, na qual se recordavam os atos salvíficos de Deus e se invocava a ação do Espírito Santo sobre o pão o vinho. Depois se partia o pão, os presentes comungavam, e se despediam com a benção. A esses elementos comuns, em diversos lugares e circunstância, acrescentavam-se outros.
Nesta época, só podia participar do culto quem tivesse sido batizado. Os que vinham de outras congregações podiam participar livremente, sempre e quando estivessem batizados. Aos convertidos que ainda não tinha recebido o batismo, era concedido assistir à primeira parte do culto, que consistia das pregações e orações. Após esse momento, se retiravam antes da celebração da comunhão propriamente dita.
Desde muito cedo surgiu também o costume de celebrar a comunhão nos lugares onde estavam sepultados os fiéis já falecidos. Esta era a função das catacumbas. As catacumbas eram cemitérios e sua existência era conhecida pelas autoridades, pois não eram apenas os cristãos que tinham tais cemitérios subterrâneos. Mesmo que em algumas ocasiões os cristãos tinham utilizados algumas das catacumbas para se esconder dos perseguidores, a principal razão pela qual se reuniam nelas era que ali estavam enterrados os heróis da fé. Acreditava-se que a comunhão unia, não apenas os crentes vivos e mortos entre si, mas também ao Senhor Jesus Cristo, e aos seus antepassados na fé. No caso dos mártires, existia o costume de se reunir junto a suas tumbas no aniversário de sua morte para celebrar a comunhão. Esta seria a origem da celebração das festas dos santos, que em geral se referiam, não aos seus natalícios, mas sim às datas de seus martírios.
A Igreja, como já observamos, se reunia principalmente nas casas. Com o crescimento das congregações, algumas casas foram dedicadas exclusivamente ao culto cristão. Assim, por exemplo, um dos mais antigos templos cristãos que se conserva, o de Dura-Europo, construído antes do ano 256, parece ter sido uma casa particular convertida em igreja.
A história da igreja teve como um dos seus grandes marcos a conversão de Constantino. No que se refere ao seu impacto sobre o culto cristão, continuaremos a citar Gonzalez (idem, vol. 2, p. 37 a 39), que nos informa que até a época de Constantino o culto cristão tinha sido relativamente simples. No princípio os cristãos se reuniam para adorar em casas particulares. Depois começaram a se reunir em cemitérios, como as catacumbas romanas. No século terceiro já havia lugares dedicados especificamente para o culto.
Após a conversão de Constantino o culto cristão começou a sentir a influência do protocolo imperial. Foi introduzido o incenso, utilizado até então no culto ao imperador. Os ministros que oficiavam no culto começaram a usar vestimentas litúrgicas ricamente ornamentadas durante o mesmo, em sinal de respeito pelo que estava tendo lugar. Surge também o costume de iniciar-se o culto com uma procissão.
Em razão das comemorações dos aniversários da morte dos mártires celebrando a ceia no lugar onde ele estava enterrado, posteriormente foram construídas igrejas em muitos desses lugares. Sem demora as pessoas passaram a pensar que o culto teria significado especial se celebrado em uma dessas igrejas, por causa da presença das relíquias do mártir, ou seja, de parte do seu corpo ou objeto que lhe pertenceu. Os mártires começaram a ser desenterrados para colocar seu corpo – ou parte dele – sob o altar de várias das muitas igrejas que estavam sendo construídas. Simultaneamente, algumas pessoas começaram a afirmar que tinham recebido revelações de mártires, além de lhes atribuir poderes miraculosos. A veneração e a adoração aos santos nascem destas práticas.
As igrejas construídas no tempo de Constantino e dos seus sucessores, nada tinham em comum com a simplicidade dos primeiros espaços litúrgico. Constantino mandou construir em Constantinopla a igreja de Santa Irene, em honra à paz. Helena, sua mãe construiu na Terra Santa a igreja da Natividade e a do Monte das Oliveiras. Muitas outras foram construídas nas principais cidades do Império. Essa política foi seqüenciada pelos sucessores de Constantino. Seguindo a prática dos imperadores romanos, quase todos eles tentaram perpetuar sua memória construindo grandes obras, no caso aqui, igrejas suntuosas. Praticamente todas as igrejas construídas por Constantino e seus sucessores mais imediatos desapareceram. Documentos por escrito e restos arqueológicos nos restaram para formarmos uma idéia da planta comum destes templos. E como padrão estabelecido no século IV perdurou por muito tempo, outras igrejas posteriores, que existem até os dias de hoje, ilustram o estilo arquitetônico da época.
A forma típica das igrejas de então, porém, é chamada “basílica”, e já era usado para designar os grandes edifícios públicos e privados – que consistiam principalmente de um grande salão com duas ou mais filas de colunas. Uma vez que tais edifícios serviram de referência e modelo para a construção das igrejas nos séculos quarto e seguintes, estas receberam o nome de “basílicas”.
CORRESPONDENTES DO CULTO CRISTÃO NA TRADIÇÃO CATÓLICA
Conforme já observado, as mudanças acontecidas nos primeiros séculos da história da igreja influenciaram não somente a estrutura dos templos, como também a liturgia do culto. É exatamente neste período que se desenvolve a missa com todo o seu ritual e elementos litúrgicos, que enfatizaram a estética e a pompa dos cultos, não sendo suficientemente capazes de manterem a verdadeira espiritualidade da adoração à Deus.
Segundo Champlin (1991, vol. 4, p. 303), o termo missa vem do latim. Comumente aplicado à eucaristia [termo derivado do grego eucharistia, “agradecimento”, passou posteriormente a significar a cerimônia da ceia, por parte do catolicismo ocidental. A origem do nome é incerta, mas os eruditos supões que vem das palavras latinas, Ite, missa est, “Ide, estais despedidos”, que o diácono pronuncia no fim da cerimônia [...].
O fundamento teológico católico para a missa, resume-se nas palavras do Concílio Vaticano II:

Por ocasião da última Ceia, na noite em que foi traído, nosso Salvador instituiu o sacrifício eucarístico de seu corpo e de seu sangue. Ele fez isso para perpetuar o sacrifício da cruz através dos séculos, até que ele volte, tendo confiado à sua amada Esposa, a Igreja, um memorial de sua morte e ressurreição, um sacramento de amor, um sinal de unidade, um vínculo de amor, um banquete pascal no qual Cristo é consumado, a mente é cheia de graça e nos é dada uma garantia de glória futura (Concílio Vaticano II apud CHAMPLIN, idem).
O CULTO CRISTÃO E A HERANÇA REFORMADA
A Reformar Protestante pode ser caracterizada por uma mudança na doutrina, na vida e no culto. Lutero proclamava a rejeição da missa romana, dentre outras razões, pelo fato de contradizer a sã doutrina e enaltecer a mera formalidade do culto, desassociando-o do seu verdadeiro propósito.
A missa no papado deve ser considerada a maior e mais horrível abominação, porque ela entra em conflito direto e violento com o artigo fundamental [de Cristo e fé]. Contudo, acima e além de todas as outras, ela tem sido a suprema e mais preciosa das idolatrias papais [...] Visto que tais abusos múltiplos e indescritíveis tenham surgido em toda parte pela compra e venda de Missas, seria prudente passar sem a Missa, mesmo que não fosse por outro motivo senão o de cortar tais abusos (LUTERO, 1647, cap. XV.iii apud GOFREY, 1999, p. 156).
Assim como Lutero, João Calvino censurou veementemente a prática da missa romana:
Quando Deus levantou Lutero e outros, que ergueram uma tocha para nos iluminar a entrada ao caminho da salvação, e que, por seu ministério, fundaram e ergueram nossas igrejas, estavam em parte obsoletos aqueles cabeçalhos doutrinários nos quais está a verdade da nossa religião, aqueles nos quais a salvação dos homens está inclusa. Mantemos que o uso dos sacramentos estava de várias maneiras viciado e poluído. E mantemos que o governo da Igreja estava convertido numa espécie de tirania infame e insuportável (CALVINO, 1960, p. 167 apud GOFREY, 1999, p. 157).
A partir da Reforma Protestante, com o advento do denominacionalismo, surgido em razão de divergências doutrinárias, o culto cristão passou a ter dentro de cada denominação evangélica, uma liturgia própria, influenciada por fatores culturais e doutrinários. Apesar desta diversificação litúrgica, o culto cristão geralmente contém os seguintes elementos; a oração, a música, a leitura da Bíblia, o ofertório, a explanação da palavra e a bênção apostólica.
LITURGIA DO CULTO CRISTÃO NAS IGREJAS PENTECOSTAIS
Nas igrejas pentecostais o culto cristão, nas suas variadas formas, dependendo da finalidade do mesmo (oração, doutrina, ação de graças, Santa Ceia, Ordenação de Obreiros, etc), a principal característica é a livre manifestação dos dons espirituais e das expressões espontâneas da comunidade.
Basicamente, as reuniões acontecem da seguinte forma:
- Abertura com uma oração realizada pelo dirigente do culto, ou por alguém por ele delegado;
- Cântico de hinos do hinário oficial (Harpa Cristã);
- Cânticos de hinos por grupos, conjuntos musicais, corais e solistas;
- Leitura Bíblica, feita com a congregação em pé, seguida de oração;
- Recolhimento dos dízimos e das ofertas, geralmente acompanhado por um cântico;
- Pregação ou ensino da Palavra, costumeiramente seguido de apelo;
- Agradecimentos e avisos gerais;
- Oração final;
- Bênção apostólica;
Os elementos acima nem sempre seguem a sequência descrita, podendo ter diversas variações dependendo da denominação e da região onde o culto é celebrado. Não há uniformidade rígida na liturgia pentecostal.
MODISMOS LITÚRGICOS INTRODUZIDOS NO CULTO CRISTÃO PENTECOSTAL
A negligência para com o ensino teológico promoveu alguns males nas igrejas pentecostais, dentre as quais as Assembleias de Deus, onde a vulnerabilidade para modismos doutrinários, teológicos e litúrgicos é notória. Observemos uma breve lista que envolve algumas inovações (ou imitações do movimento neopentecostal):
- Cultos de “milagres” (inclusive nos círculos de oração) com nomes ou desafios específicos (As fogueiras santas, As voltas em Jericó, A travessia do Mar Vermelho, Os mergulhos no Rio Jordão,etc.);
- Os cultos semanais da vitória, da conquista, do milagre, da restituição, etc.
- As determinações e decretos nas orações públicas (teologia e liturgia triunfalista);
- O modismo do "eu profetizo" e do “eu determino” dos pregadores e nas pregações;
- A vergonhosa barganha dos dízimos e ofertas, fundamentada na teologia de alguns televangelistas que difundem a distorcida teologia da prosperidade e da vitória financeira com as suas semeaduras descabidas, com o cínico propósito de manter status e impérios pessoais em nome da pregação do Evangelho.
CONCLUSÃO
Apenas uma fundamentação genuinamente bíblica, associada ao propósito de somente glorificar a Deus, pode estabelecer, promover e restaurar o verdadeiro culto critão, e no caso aqui, os praticados nas igrejas pentecostais, e de forma mais específica, na Igreja Tabernaculo de Cristo.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A CONSTRUÇÃO DO TABERNÁCULO

ÊX 25.8-9; 31.1-11

1. O projeto de Deus para a construção do Tabernáculo foi transmitido a Moisés, quando ele estava conduzindo o povo de Israel à terra de Canaã, terra esta que fora prometida aos patriarcas Abraão, Isaque, Jacó. Devemos lembrar que a palavra "tabernáculo", vem do termo hebraico "Nkvm" – mishkan, que significa "lugar de moradia", "habitação". O tabernáculo nada mais era do que uma tenda, construída de madeira, metais e cortinas. Seria um local de onde dali para a frente, Deus se faria presente no meio de seu povo, para trazer-lhe as instruções e revelações de sua vontade.

2. O Tabernáculo é também chamado de "tenda da congregação" (dewm lha - 'ohel mow`ed), Êx 27.21; Êx 28.43. Quando olhamos um pouco mais atrás na história do êxodo, iremos observar que o Senhor até então, esteve junto de seu povo numa coluna de nuvem e de fogo, Êx 13.21-22, "21 O SENHOR ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. 22 Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite". Dali para a frente, porém, o lugar da revelação de Deus ao seu povo, seria exclusivamente na tenda da congregação. Seria neste local, que de agora em diante, o Todo-Poderoso falaria a Moisés e consequentemente ao seu povo, transmitindo-lhes as leis e os princípios de obediência à sua vontade soberana.

3. Quando Moisés subiu o Monte Sinai, dentre as instruções divinas dadas ali, estava a instrução para a construção do Tabernáculo. O modelo dado a Moisés deveria obedecer em detalhes o projeto a ele revelado no monte, Êx 25.8-9, "8 E me farão um santuário, para que eu habite no meio deles. 9 Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis". Podemos afirmar com toda certeza que o principal objetivo de Deus ao ordenar a construção do Tabernáculo era fixar residência, morar junto ao seu povo.

4. Não devemos achar que esta construção foi por acaso! Ao olharmos atentamente para o tabernáculo, juntamente com todos os seus compartimentos, móveis, utensílios, etc., certamente iremos observar que além dele haver sido o local da presença constante de Deus no meio de seu povo, ele tem também uma representação simbólica. Ele representa nosso corpo, que hoje é o "santuário de Deus", 2 Co 6.16, "...Pois nós somos santuário de Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo". Representa também o Tabernáculo Eterno, a Nova Jerusalém, que será a morada definitiva de Deus como o Seu povo, Ap 21.2-3, "2 E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. 3 E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles".

1. Sabemos que o Tabernáculo era divido em três partes. O Átrio, o Lugar Santo, e o Lugar Santíssimo. O Lugar Santo e o Lugar Santíssimo, eram separados por uma cortina dependurada por colchetes, que em nossas versões é chamada de "véu" (tkrp - poreketh). Vejamos alguns detalhes destas partes:

a) O Átrio. Neste local podiam ficar apenas os israelitas declarados cerimonialmente puros. Sabemos que alguns judeus e principalmente os gentios eram considerados "impuros", "profanos" e por esta razão não podiam participar das cerimônias religiosas. Já a mulheres, pela própria cultura dos hebreus eram discriminadas e não podiam cultuar a Deus juntamente com os homens. Por esta razão ficavam fora dos compartimentos sagrados. Todas estas barreiras foram derrubadas por Cristo, Gl 3.26-28, "26 Pois todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. 27 Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo. 28 Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus". Era no Átrio que ficava a Pia e o Altar do Holocausto. Todo ritual de sacrifício acontecia ali.

b) O Lugar Santo. Este lugar é local onde os sacerdotes oficiavam perante o Senhor. O Lugar Santo é também chamado nas Escrituras de "Primeiro Tabernáculo", ou "Primeira Tenda" Hb 9.6, "Ora, estando estas coisas assim preparadas, entram continuamente na primeira tenda os sacerdotes, celebrando os serviços sagrados". "Dentro do Lugar Santo, havia a "Mesa com os Pães (por dentro no topo); o Castiçal (por dentro no fundo); o Altar de Incenso (no meio); o Véu (no meio, ao lado esquerdo do centro) separava o Lugar Santo da sala mais interna".(2)

b) Lugar Santíssimo, ou Santo dos Santos. Também chamado de "Segundo Tabernáculo", ou "Segunda Tenda", Hb 9.7, "...mas na segunda só o sumo sacerdote, uma vez por ano, não sem sangue, o qual ele oferece por si mesmo e pelos erros do povo". Correspondia à "sala interna, para o lado ocidental (o lado esquerdo) era chamado o Santo dos Santos, aonde somente um homem (o sumo sacerdote) podia entrar uma vez por ano; este era o lugar onde a glória e a presença de Deus residia sobre a Arca da Aliança".(3)

2. Como já mencionamos, o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo, eram separados por uma cortina divisória, o véu, Hb. 9.1-4, 1 Ora, também o primeiro pacto tinha ordenanças de serviço sagrado, e um santuário terrestre. 2 Pois foi preparada uma tenda, a primeira, na qual estavam o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; a essa se chama o santo lugar; 3 mas depois do segundo véu estava a tenda que se chama o santo dos santos, 4 que tinha o incensário de ouro, e a arca do pacto, toda coberta de ouro em redor; na qual estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha brotado, e as tábuas do pacto".

3. Não podemos nos esquecer que esta cortina (véu), rasgou-se de alto a baixo no momento em que Jesus "rendeu o espírito", Mc 15.37-38, "37 Mas Jesus, dando um grande brado, expirou. 38 Então o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo". Tal fato nos mostra que na morte de Cristo ocorreu o rompimento das leis e tradições judaicas, onde todos os sacrifícios foram extintos, também ficando extinto o sacrifício de animais pelos pecados. Dali para a frente, somente um sacrifício seria reconhecido por Deus, ou seja, o sacrifício de seu Filho Unigênito, Jesus Cristo.

1. Quando olhamos para a estrutura do Tabernáculo que era composto de três compartimentos, o Átrio, o Lugar Santo e o Santíssimo Lugar, tal fato nos faz lembrar de que como seres humanos, somos também compostos de três partes importantes, ou seja, o corpo, a alma e o espírito. Queremos ver quais os simbolismos que podem ser aplicados a partir desta comparação:

a) O Átrio - representa o nosso corpo. Trata-se da parte externa, onde a presença de Deus era menos sentida e a ação do pecado consequentemente mais visível. Sabemos que nosso corpo atual, em virtude de sua corrupção, não poderá herdar o Reino de Deus. Ele precisará ser transformado pelo Senhor, ou por ocasião do Arrebatamento da Igreja, 1 Ts 4.17, ou na ressurreição dos justos quando levantaremos do pó num corpo glorificado, 1 Ts 4.16. Paulo fala com clareza da transformação de nosso corpo corruptível, num corpo incorruptível, veja 1 Co 15.51-53: "51 Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, 52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. 53 Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade".

b) O Santo Lugar - representa nossa Alma. Sabemos que a alma é a sede do raciocínio, dos pensamentos, da vontade. É em nossa alma, a parte intermediária entre o corpo e o espírito, que nossos projetos humanos são tramados, elaborados, para serem postos em ação através do corpo! Porém sabemos que nossa alma também está corrompida pelo pecado, e precisa ser restaurada pelo Senhor, para pensarmos e agirmos de acordo com Sua vontade. Através da ação da Palavra de Deus em nós, nossa alma é restaurada e ai sim, teremos pensamentos e ações que condizem com o propósito de Deus para nós. O escritor da Carta aos Hebreus nos informa que "... a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração". Somente através da ação da Palavra de Deus em nós, nos cortando, nos penetrando profundamente é que poderemos discernir corretamente nossos "pensamentos" e "intenções" do coração, para desta maneira levarmos uma vida cristã que agrade ao Senhor.

c) O Lugar Santíssimo - representa nosso espírito. O espírito é a parte mais interior do homem e é através dele que podemos nos envolver com Deus e manter comunhão com Ele. "O ESPIRITO nos dá consciência de Deus e é através dele que nos relacionamos com o Altíssimo".(5) Esta verdade é clara quando Jesus disse à mulher samaritana, que a verdadeira adoração somente pode ser realizada, quando ela ocorre através de um entrelaçamento entre o espírito do homem e o Espírito de Deus, Jo 4.23-24, "23 Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. 24 Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade". No Édem, para que o homem pudesse relacionar-se de maneira completa com o Criador, Deus colocou dentro dele a Sua "imagem e semelhança", Gn 1.27, "Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou". Acreditamos que esta "imagem e semelhança", não poderia jamais ser na parte física do homem, uma vez que Deus é Espírito e é somente em espírito que o homem poderia ser parecido com Ele. Porém, assim como o corpo e a alma foram danificados e destruídos pelo pecado, assim também, nosso espírito foi danificado e destruído pelo mesmo pecado. Agora ele também precisa ser restaurado por Deus, para voltarmos a ter novamente comunhão com Ele. Em relação a esta restauração do espírito humano, podemos citar os seguintes textos:

c.1. Restauração Profetizada, Ez 36.26-27, "26 Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. 27 Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis".

c.2. Restauração Pelo Novo Nascimento, Jo 3.5-6, "5 Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus 6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito".

c.3. Restauração Para Viver no Espírito, Jo 7.38-39, "38 Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva. 39 Ora, isto ele disse a respeito do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito ainda não fora dado, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado".

2. Um outro símbolo envolvido no Tabernáculo, e que não deve ser desprezado é o que se aplica à Nova Jerusalém, da qual o Tabernáculo terreno, a Tenda da Congregação, foi apenas uma réplica, uma sombra. Acreditamos que a Nova Jerusalém celestial, será o Tabernáculo perfeito e eterno, onde Deus habitará para sempre com seu povo, Ap 21.3, "E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles". Alguns fatos importantes que podem nos servir de comparação ou contraste:

a) Enquanto que no Tabernáculo terreno a presença de Deus era apenas temporária, e se restringia exclusivamente ao Lugar Santíssimo, na Jerusalém Celestial a presença de Deus inundará todos os lugares e será permanente, para sempre, Ap 21.22-23, "22 Nela não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. 23 A cidade não necessita nem do sol, nem da lua, para que nela resplandeçam, porém a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. Deus estará ocupando o "Trono", e não mais o Santo dos Santos, Ap 22.3, "Ali não haverá jamais maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão".

b) Enquanto que o Tabernáculo servia como ponto de encontro do povo com Deus, que os recebia mediante os sacrifícios de bodes, carneiros, rolinhas, etc., e isso através de um mediador – o sacerdote, na Nova Jerusalém Celeste, teremos apenas um encontro com Deus e estaremos para sempre na Sua presença, gozando eternamente a redenção completa, que foi realizada por um único sacrifício, o sacrifício do Filho de Deus, que satisfez todas as exigências da lei, possibilitando a nossa morada eterna com o Senhor, Hb 10.12, "...mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, assentou-se para sempre à direita de Deus".

3. Assim, chegamos ao final de nossas considerações sobre o Tabernáculo, bem como sua simbologia. Esperamos que você aplique estas verdades em sua vida, para desfrutar de um melhor relacionamento com Deus em Sua Palavra!